A Lei Nº11.645 de Março de 2008, nos diz em seu artigo 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, tornar-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Para obedecer o que reza o Art. 26A na íntegra, a escola necessita repensar seu papel e sua práxis. Para isso deve reformular o seu currículo e preparar melhor seus professores e gestores. Isso desde a formação inicial no magistério, caminhando pela graduação e até a pós-graduação.
Nas nossas escolas superiores temos curriculos pobres e inconsistentes. A discussão do enfrentamento ao racismo não ocupa lugar em seu curriculo e muito menos a História dos Povos Afro-brasileiro e Indígena. O despreparo da sociedade inicia dentro das academias e se espalha pela sociedade.
A escola, lugar da formação cidadã é um veículo do racismo e do preconceito institucional. Não existe espaço de estudo da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena. Iniciando pelas Secretarias de Educação que não promovem fóruns de discussão para enfrentar o racismo e o preconceito institucional. Estas não fomentam trabalhos nestes sentido, além de adotarem livros que não condizem com a realidade exigidas na Lei. Isso ultrapassa as barreiras da instituição e toma conta das escolas. Partindo da maioria dos gestores e de grande parte dos professores o tema não tem relevância e se dissolve entre outros conteúdos, ditos mais importantes. De todos os lados assistimos e praticamos atos preconceituosos, seja este de ordem de gênero, religioso ou de raça. Enfim, é dentro do espaço educacional que presenciamos os maiores disparates com relação as minorias. Os próprios professores(as) são gentes desta prática. Portanto, urge um trabalho sério e sistemático por parte dos que fazem educação neste sentido.
As Secretarias de Educação precisam assumir seus papéis de fato, dando condições para que a aplicação da Lei se concretize. Oferecendo cursos, apoiando iniciativas e promovendo fóruns de discussões permanentes. Em contra partida cabe ao professor valorizar os espaços oportunizados e participar ativamente dos fóruns de discussões. Analisar bem os livros que serão ofertados aos alunos, além procurar cada vez mais se policiar quantos aos seus próprios preconceitos. Afinal de contas, somos formadores de opinião e se queremos uma sociedade mais equânime temos que levantar essa bandeira de luta.
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